Quis o destino que se abatesse em meu corpo uma doença.
Está para aqui a estrabuchar... E nas "abertas" lanço-me a um livro, ao computador, à procura de qualquer coisa. De respirar. Ver coisas.
Às vezes fico só assim, meia instável... à espera que o tempo passe. E Há bocado, num desses desatinos, estive a ler poesia. E li uma muito bonita. Que aqui vos deixo.
É de autoria do amigo António Lains Galamba.
Os Lírios Debruçados
"amo como nunca amei.
o coração das flores, os lírios debruçados na tua ausência
amo os caminhos que nos separam
porque permitem o «nós» e o difícil acesso.
gosto dos dedos caninos que acenam desatenções
pelo meio das más línguas do mundo."
Bem bonita.
“Quando descobrimos aquilo de que somos feitos e a maneira como somos construídos, descobrimos um processo incessante de construção e destruição e apercebemo-nos de que a vida está à mercê desse processo interminável. Tal como os castelos de areia das praias da nossa infância, a vida pode ser levada pela maré.” António Damásio, O Sentimento de Si (1999)
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
O fio pendurado na árvore

Este país está por um fio. Já não é o fio dental em que se havia transformado a tanga de outros tempos, quando as vacas ainda estavam no início do regime... Não. O fio dental lá continua... Este fio de que vos falo, é o fio que está ali pendurado na árvore da troika, e que todos os dias avistamos da janela de nossa casa, ou pelo retrovisor do automóvel... É um fio forte: constituído por teias sedosas, finas, cortantes... É um fio comprido: pendurado está, sem no entanto tocar no chão. Balança suavemente, muito suavemente, quando um vento de revolta lhe passa perto... mas não o suficiente para o fazer tombar... Este fio espera-nos. Ameaçadoramente. Colocaremos nossa cabeças uma por uma, (como nossos pobres países... um por um) e tombaremos liquidados, enforcados, silenciosos... os nossos corpos vão jazer por terra e empurrar-nos-ão para dar lugar a outro... Não sem antes nos roubarem as vestes, os relógios, as jóias (se ainda havia alguma), e os dentes de ouro. Depois tiram-nos dali. Já não servimos para nada.
E o fio lá continuará, implacável. Liquidando.
Triste sina esta, de servir de alimento... aos mercados...
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Rosto dos dias
Tentei escrever-te um poema,
mas parei de respirar.
Quando tentava desfazer as malas
após a viagem
da minha inconsciência,
ouvi o ruído longínquo,
que me fez ficar imóvel,
a pensar o que seria:
uma provocação,
ou uma serra eléctrica
a atravessar o vazio?
Nada mais.
Só a imagem de um rosto no espelho,
e este cansaço bruto,
e este surdo sentimento mudo
de um corpo que não obdece,
mas que usurpou toda a energia.
Como se o dia
subitamente
tivesse arrefecido.
mas parei de respirar.
Quando tentava desfazer as malas
após a viagem
da minha inconsciência,
ouvi o ruído longínquo,
que me fez ficar imóvel,
a pensar o que seria:
uma provocação,
ou uma serra eléctrica
a atravessar o vazio?
Nada mais.
Só a imagem de um rosto no espelho,
e este cansaço bruto,
e este surdo sentimento mudo
de um corpo que não obdece,
mas que usurpou toda a energia.
Como se o dia
subitamente
tivesse arrefecido.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A Troika e a LUTA
Não, não é uma peça de teatro com este nome. É apenas um causa e uma consequência. É claro que podem ser invertidas, estas duas. Afinal, a Troika é uma consequência directa de muita gente não ter partido para a Luta quando o devia ter feito. Agora acordamos todos os dias com este pensamento: o que é que vão inventar hoje?, e dá-nos uma terrível angústia pensar que estamos à mercê de objectivos tão obscuros.
O que é que falta retirar aos portugueses? horas de descanso? ordenado? Subsidios de natal? a saúde? a escola publica? os transportes (a mobilidade, seja ela por carro, por comboio, ou metro?), a dignidade?
A luta é o posto disso tudo. A Luta é aquele momento especial do dia - de um dia qualquer, ou de um dia de greve - em que pensamos "estou a lutar por mim, pelos meus filhos, pela minha dignidade, custe o que custar".
Mas o melhor dia de todos é aquele em que se faz greve pela primeira vez. Ou em que se vota naquele partido que lá em casa todos temem - mas que eu sei que pode mudar o mundo.
Por isso, à Troika respondemos com Luta. Porque a primeira é o fim da nossa dignidade, e a segunda o princípio da mesma.
O que é que falta retirar aos portugueses? horas de descanso? ordenado? Subsidios de natal? a saúde? a escola publica? os transportes (a mobilidade, seja ela por carro, por comboio, ou metro?), a dignidade?
A luta é o posto disso tudo. A Luta é aquele momento especial do dia - de um dia qualquer, ou de um dia de greve - em que pensamos "estou a lutar por mim, pelos meus filhos, pela minha dignidade, custe o que custar".
Mas o melhor dia de todos é aquele em que se faz greve pela primeira vez. Ou em que se vota naquele partido que lá em casa todos temem - mas que eu sei que pode mudar o mundo.
Por isso, à Troika respondemos com Luta. Porque a primeira é o fim da nossa dignidade, e a segunda o princípio da mesma.
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domingo, 17 de abril de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
reflexão sem tempo
Derruba uma floresta esmaga cem
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
(Bertold Brecht)
Houve um tempo em que tinha tempo para tudo. Agora não tenho tempo para nada.
A falta de tempo é um problema que ameaça a minha vida.
É um verdadeiro problema.
Quando é que terei tempo para ter tempo?
Por agora deixo-vos o Brecht. Nosso companheiro intemporal.
Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito
- Sabe pensar
(Bertold Brecht)
Houve um tempo em que tinha tempo para tudo. Agora não tenho tempo para nada.
A falta de tempo é um problema que ameaça a minha vida.
É um verdadeiro problema.
Quando é que terei tempo para ter tempo?
Por agora deixo-vos o Brecht. Nosso companheiro intemporal.
domingo, 23 de janeiro de 2011
A HORA É DE LUTA E DE MUDANÇA

VIVA FRANCISCO LOPES!
Eu já votei, porque:
acredito na Liberdade
acredito no Futuro
acredito na Esperança
acredito na Mudança
acredito na Igualdade entre os homens
acredito na Justiça
acredito na Paz
acredito na Força das convicções
para mudar o mundo.
E tu? Acreditas?
VOTA FRANCISCO LOPES!
O voto certo na mudança necessária!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
3 anos a blogar
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Memória Curta
Memória curta, nunca!
Outro exemplo.
E a contrapor a este crom... esta coisa que temos tido como PR, alguém que pode fazer a diferença, apoiado pelo único partido diferente de todos os outros.
COM CONFIANÇA, O MEU VOTO VAI PARA FRANCISCO LOPES!
Outro exemplo.
E a contrapor a este crom... esta coisa que temos tido como PR, alguém que pode fazer a diferença, apoiado pelo único partido diferente de todos os outros.
COM CONFIANÇA, O MEU VOTO VAI PARA FRANCISCO LOPES!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O Natal... e outras coisas tristes
Estou dividida.
Será que ainda há esperança neste mundo? Às vezes acho que não... Outras vezes acho que sim...
De resto, é um mau dia para pensar nisso...
Foi mais um Natal que passou. O que é que mudou?
O funeral de Tiago Monteiro, de dois anos – que morreu na segunda-feira na ribeira do parque da Serra das Minas, Rio de Mouro, Sintra –, realiza-se hoje. A missa de corpo presente é celebrada às 09h30, na igreja de Rio de Mouro. O corpo segue depois, às 10h00, para o Cemitério de Rio de Mouro.
Uma criança de dois anos salvou, ontem, o avô, de 70, de ficar sem socorro e ferido, numa mina, em Lomar, Braga, com uma profundidade entre seis a dez metros. Depois de o avô ter caído, o pequeno José foi pedir ajuda para a estrada e, por sorte, uma mulher levou-o a casa dos familiares. O pai do menino, José Barbosa, diz que o filho "foi um herói" e que foi um "milagre" o miúdo também não ter caído e nem se ter perdido.
Será que ainda há esperança neste mundo? Às vezes acho que não... Outras vezes acho que sim...
De resto, é um mau dia para pensar nisso...
Foi mais um Natal que passou. O que é que mudou?
O funeral de Tiago Monteiro, de dois anos – que morreu na segunda-feira na ribeira do parque da Serra das Minas, Rio de Mouro, Sintra –, realiza-se hoje. A missa de corpo presente é celebrada às 09h30, na igreja de Rio de Mouro. O corpo segue depois, às 10h00, para o Cemitério de Rio de Mouro.
Uma criança de dois anos salvou, ontem, o avô, de 70, de ficar sem socorro e ferido, numa mina, em Lomar, Braga, com uma profundidade entre seis a dez metros. Depois de o avô ter caído, o pequeno José foi pedir ajuda para a estrada e, por sorte, uma mulher levou-o a casa dos familiares. O pai do menino, José Barbosa, diz que o filho "foi um herói" e que foi um "milagre" o miúdo também não ter caído e nem se ter perdido.
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