sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Estou a fazer um grande BEIÇOOOOOOOO!

Afinal não pude mesmo ir ao Intercéltico, a Sendim... (chuif...)
Para (me) compensar, aqui fica um tema dos Luar na Lubre (que vão tocar esta noite!!) que não deixa ninguém indiferente, "Pandeirada do Che", com imagens do filme "Che (The Argentine & Guerrilla)".

Dende o profundo da serra
Polo ar un vento ven
Un vento dun pensamento
Que leva o teu nome Che

Sen morte algunha que o pare
Morte que o poida conter
Corre libre pola xente
E leva o teu nome Che

Un vento coma unha estrela
Coma unha fouce de pé
Coma unha fouce afiada
Que leva o teu nome Che

Un vento cheio de ganas
De queimar e revolver
Un vento de lúa nova
Que leva o teu nome Che

O sangue que lle antecede
Co que xurde detrás del
Forma un feixe de rosas
Que leva o teu nome Che

E cando os nemigos fuxen
Ou comezan a morrer
Quen os abate é un vento
Que leva o teu nome Che

Un vento coma unha estrela
Coma unha fouce de pé
Coma unha fouce afiada
Que leva o teu nome Che

Un vento cheio de ganas
De queimar e revolver
Un vento de lúa nova
Que leva o teu nome Che.

A Luta

A luta


Existe em ti
Meu amor,
A força viva
Das águas em rápido...
A subtileza
Da espuma dos oceanos...
A liberdade!
Existe em ti
Meu amor,
O colorido
Das aves organizadas
E o trilhar
Das escarpas em flor...
A plenitude!
Existe em ti
Meu amor,
A vontade ainda nunca
Das lágrimas sempre ocultas,
O sorriso ainda frágil
Dos sonhos mal desbravados...
A nostalgia!
Mas é preciso continuar.




Poema de José Barreto, seleccionado por Vieira da Silva, no blogue "A Sudoeste".
Gostei do que vi por lá. Muitas caras conhecidas, de Ílhavo. E sim! Não estou a ser irónica.
Há para aí umas "más línguas" que acham que eu não simpatizo com essa terra. Mas olhem que não, olhem que não... Até lá passo de vez em quando.. Não costumo parar, é certo, mas que passo, passo...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Forte da Barra


Esta foto foi tirada num sítio que já não existe, no ano remoto de 1960.
Trata-se do Forte da Barra, perto da Gafanha da Nazaré, distrito de Aveiro.
Ali aprendi a nadar, já nos anos 80.
Era um local muito tranquilo, onde havia um jardim que confinava com este braço de ria, e onde a família se deslocava de tempos a tempos para fazer uns picnics... Era eu pequenina...
Encontrei a foto no meu computador e resolvi partilhá-la... Até porque evoca o ambiente de férias (bom para quem vai agora disfrutá-las)...

Bom fim de semana e boas férias, se fôr o caso.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Música para o Fim-de-Semana



Sim, eu sei que ainda estamos a meio da semana.
Mas estas coisas tem de ser previstas com alguns dias de antecedência, por isso aqui vai o meu conselho para o próximo fim de semana.
É já na sexta-feira que começa o Festival Intercéltico de Sendim, Miranda do Douro. Quem gostar, e estiver na disponibilidade de fazer uns quantos quilómetros até ao Nordeste Transmontano, penso que não ficará desapontado. O cartaz é aliciante. Principalmente na sexta-feira dia 1. Estou com curiosidade de assistir ao concerto dos Luar na Lubre!
Confesso que ainda não sei se posso ir. Mas estou a tentar.

Encontramo-nos por lá?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Quadrilha" à portuguesa (recomendo a leitura do post anterior)

Sócrates amava Maria de Lurdes Rodrigues, que amava Mário Lino,
que amava Ana Jorge, que amava Teixeira dos Santos, que amava Alberto Costa
que não amava senão o capitalismo.
Sócrates foi para os Estados Unidos, Maria de Lurdes Rodrigues para o convento,
Mário Lino morreu de desastre, Ana Jorge ficou para tia, Teixeira dos Santos suicidou-se, e Alberto Costa casou com Cavaco Silva que não tinha entrado na história.

domingo, 27 de julho de 2008

E se tu pensas que não entras na história... não te preocupes...


Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


(Uma delícia, este poema de Carlos Drummond de Andrade!)

Música para o Fim-de-Semana



Luigi Nono, compositor italiano, progressista, e porque não dizê-lo, comunista. Tem uma escrita musical única, sublime, como poderão apreciar nesta obra "Incontri" ("Encontros"), para 24 instrumentos, aqui dirigida pelo não menos fabuloso maestro e compositor Pierre Boulez, que muito aprecio.
É uma obra com 53 anos, mas que certamente ainda poderá ser pouco aliciante para alguns dos meus visitantes. A minha sugestão é que a ouçam mais do que uma vez. Ouçam-na também em horas diferentes do dia (ou da noite)... Vão começar a descobrir a sua forma, os pontos de referência (os fios condutores melódicos trazidos pelos instrumentos), vão ouvir outras coisas que não ouviram na primeira audição, e , certamente, depois de fechar os olhos, vão percebê-la muito bem. E até gostar.
Bom Fim de Semana.

sábado, 26 de julho de 2008

Desafio aos visitantes


Quem é que descobre onde foi tirada esta foto?
Quem descobrir o que é isto, e em que terra se encontra, vai saber onde fui (a passeio) esta semana.
Pela minha parte posso dizer que adorei lá ter ído, e faço votos de que todos os que por aqui passam não deixem de o visitar.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Viva la muerte"

No blogue "Cravo de Abril" descobri este texto.

Considero-o fundamental para conhecer em profundidade a realidade deste nosso mundo, mais concretamente o que se passa actualmente na Colômbia, sob o governo de Uribe.

Estou farta de mentiras, de notícias sobre uma senhora que mais parece santa, sobre um país que parece perfeito e afinal... tanta podridão, tanta mentira proferida pelos média, tentando abafar a verdade. Leiam. Leiam bem cada palavra escrita pelo meu amigo Fernando Samuel, do Cravo de Abril. E a ele o meu muito obrigado pela clareza do discurso, e pelo seu excelente post que a seguir transcrevo na íntegra.


«Viva la Muerte!», era uma das frases utilizadas pelo general fascista Millán Astray para exibir a sua dimensão... humana.
Em 12 de Outubro de 1936, no decorrer de uma sessão na Universidade de Salamanca, Millán Astray enriqueceu a ideia, acrescentando à frase um novo condimento: «Muera la Inteligencia! Viva la Muerte!».
Aí está o que bem poderia ser a palavra-de-ordem do poder capitalista dominante, hoje.

Vem isto a propósito da forma como os jornais portugueses têm tratado os acontecimentos na Colômbia.
Com efeito, lendo-os parece estarmos perante uma tradução adaptada ao tempo actual da frase do fascista espanhol, em que os elogios a Uribe e aos seus homens de mão soam como autênticos gritos de Viva la Muerte! gritados à maneira actual, ou seja, decorados com os habituais enfeites pseudo democráticos - e complementados com a desinformação dos leitores, quer divulgando notícias falsas sobre a realidade colombiana, quer silenciando cuidadosamente os brutais crimes do regime de Uribe.

Por isso aqui ficam mais alguns dados sobre a realidade colombiana nessa matéria, desta vez tirados de um relatório da Amnistia Internacional (AI).
Informa esse relatório que, «em 2007, aconteceram na Colômbia 280 execuções extra judiciais». As vítimas, na maioria camponeses, foram apresentadas pelos militares como sendo «guerrilheiros mortos em combate».
Por seu lado, os grupos paramilitares cometeram 230 assassinatos no mesmo ano de 2007.
Ainda em 2007, estes grupos paramilitares - ligados, como se sabe, ao narcotráfico - «roubaram 4 milhões de hectares de terra a camponeses pobres».

Sempre segundo o relatório da AI, os que se queixam destes crimes à justiça correm sérios riscos, tal como os seus advogados de defesa. Exemplos: Yolanda Isquierdo, advogada de várias famílias vítimas dos paramilitares, foi assassinada no dia 31/1/2007; a advogada Carmen Romaña, que representava vítimas de roubos de terras, foi assassinada a tiro no dia 7/2/2007.

Quanto aos sindicalistas - que Uribe considera serem «elementos subversivos» - são alvos preferenciais da repressão.
Assim, informa a AI, durante as duas últimas décadas, foram assassinados 2. 245 sindicalistas e desapareceram 138 (estes desaparecimentos correspondem, regra geral, a assassinatos) - e 3. 400 sindicalistas estão ameaçados de morte.
Mais de 90% destes casos não foram sequer investigados - aliás, segundo a AI, «mais de 40 legisladores são suspeitos de ligação aos paramilitares»...

Eis, em resumo muito resumido e parcial, um retrato do governo de Uribe - que os média portugueses não se cansam de elogiar e apresentar como um exemplo de governo democrático...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Música para meio da semana...

Ei-los.
Os fabulosos Taraf De Haidouks.
Um desafio à nossa capacidade de ficar quietos, sem dançar.
Ouçam e depois comentem...
E se os quiserem conhecer melhor, em qualquer busca pela internet (ou pela música romena) descobrem quem eles são. Deixo isso ao vosso critério.
A música fala por si!
(E, acreditem ou não, ao vivo são ainda mais "eléctricos"!)