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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Para Rir

Palavras para quê? São as "novas tecnologias" aplicadas à arte... Uma espécie de "choque tecnológico"...



Obrigada, GR, pelas risadas proporcionadas.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A lição de Piano

Para descomprimir aqui fica um excelente exemplo daquilo que não deve ser uma aula de piano!!!
Os músicos são fabulosos. Trata-se da dupla Igudesman & Joo, um pianista e um violinista topo de gama.

Divirtam-se.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Estou a fazer um grande BEIÇOOOOOOOO!

Afinal não pude mesmo ir ao Intercéltico, a Sendim... (chuif...)
Para (me) compensar, aqui fica um tema dos Luar na Lubre (que vão tocar esta noite!!) que não deixa ninguém indiferente, "Pandeirada do Che", com imagens do filme "Che (The Argentine & Guerrilla)".

Dende o profundo da serra
Polo ar un vento ven
Un vento dun pensamento
Que leva o teu nome Che

Sen morte algunha que o pare
Morte que o poida conter
Corre libre pola xente
E leva o teu nome Che

Un vento coma unha estrela
Coma unha fouce de pé
Coma unha fouce afiada
Que leva o teu nome Che

Un vento cheio de ganas
De queimar e revolver
Un vento de lúa nova
Que leva o teu nome Che

O sangue que lle antecede
Co que xurde detrás del
Forma un feixe de rosas
Que leva o teu nome Che

E cando os nemigos fuxen
Ou comezan a morrer
Quen os abate é un vento
Que leva o teu nome Che

Un vento coma unha estrela
Coma unha fouce de pé
Coma unha fouce afiada
Que leva o teu nome Che

Un vento cheio de ganas
De queimar e revolver
Un vento de lúa nova
Que leva o teu nome Che.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Às vezes precisamos do silêncio para compreender melhor o nosso mundo.
4'33'', leia-se 4 minutos e 33 segundos. Assim se chama esta obra de John Cage.
Este compositor americano do Séc. XX. revolucionou o mundo da música ao compor esta obra que é feita apenas de silêncio, um dos parâmetros essenciais em qualquer composição musical.
O resultado, quando executada, é uma criação de grande tensão, quer no palco, quer na audiência, existindo um claro apelo à audição dos sons que compôem o "ruído de fundo".
A ideia de criar perplexidade no público não é nova. Já nos anos 50 do Séc. XX, existiu uma corrente estética teatral que ficou conhecida pelo "Teatro do Pânico" que albergou as mais variadas formas de chocar o público, desde levar vísceras para o palco, até à agressão física do público.... Imagina-se facilmente porque é que foi baptizada com este nome.
Na música também se tem feito as mais variadas experiências, e esta necessidade de inovação já vem de longe: já no século XVI se faziam experiências com o espaço, e com o eco; depois experimentou-se a junção de certos instrumentos; depois experimentou-se a expansão da harmonia, depois a sua anulação, depois a criação de novas escalas, depois a exploração do ritmo, depois a introdução de elementos populares, depois instrumentos electrónicos, e algumas destas inovações acontecem todas ao mesmo tempo, e... e ... podia ficar aqui até amanhã a enumerar a variedade de inovações realizadas.
Em suma, Cage não inventou o silêncio. Inventou um conceito de escutar a música.
E é uma experiência interessante de fazer. Preparem-se:
1-carreguem no play
2-depois da introdução do apresentador do espectáculo, concentrem-se na orquestra, não façam qualquer som, estejam atentos aos sons que vos rodeiam, dentro e fora de casa
3-no meio dos andamentos podem tossir...

Bom Fim de Semana

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Música na Voz


Não sei como começar este post. A sério. Porque faltam-me adjectivos para descrever estes dois:
Bobby McFerrin e Aziza Mustafa Zadeh. Quem por cá vai passando já percebeu a minha simpatia e admiração por estes dois artistas, cantores multifacetados, músicos com uma grande formação jazzística, erudita e tradicional. Ele, além de um dos nomes maiores da World Music, é também maestro. Ela, além de fantástica cantora, é uma exímia pianista, como já puderam apreciar na "música para o fim de semana" de 10 de Fevereiro.
Juntos, então, transformam três minutos de música numa experiência alucinante.
Reparem na Habanera, da ópera Carmen, cantada por estes dois. Arrepiante.
E a improvisação em duo?
É caso para dizer: quando fôr grande quero ser como eles...




sábado, 5 de julho de 2008

Música para o Fim-de-Semana

É simplesmente, absolutamente fantástica , esta obra do compositor impressionista Claude Debussy, que é, definitivamente, um dos meus compositores favoritos.
Plena de sensualidade, esta obra escrita a partir de um poema de Mallarmé, e estreada em Paris em 1894, dá pelo nome de "Prélude à l'aprés-midi d'un faune", que poderá ser traduzido para "Prelúdio à tarde de um fauno" (também já vi versões que dizem "à sesta" de um fauno, apesar de não ser o mais correcto...). Por hábito profissional prefiro sempre referir-me aos nomes das obras na língua original, e é certo que em francês este "Prélude" é muito mais sensual, é mais evocativo da cena que pretende retratar: um fauno, um desses seres que habitam os nossos bosques, meios homens, meios animais, cheio de desejos, a acordar, na languidez da tarde quente, perseguindo as ninfas assustadas, rindo, brincando... ih ih..

Aqui ficam 10 minutos plenos de beleza e originalidade enquanto a Berliner Philharmoniker Orchestra toca Debussy, dirigida por Simon Rattle.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Música para meio da semana...



Adoro este tema "Adios Nonino". O seu autor, Astor Piazzola, foi um homem inspirado, impulsionador do tango argentino para os ouvidos do mundo.
Piazzola continua a encantar gerações.
Confesso que já fui mais fã da sua linha de composição, apaixonada, vibrante de emoção, e até violenta - musicalmente falando. Comecei por ouvir algumas coisas dele quando ainda era aluna no conservatório, e nessa altura ainda não existia a categoria "World Music", ou "Músicas do Mundo" nas lojas de discos.
Quererá isto dizer que estou a ficar "Kota"?
Também me pergunto de onde serão as outras músicas, como a Clássica, ou a portuguesa, ou o Jazz... Não são músicas do mundo, também? Enfim... Depende do conceito de mundo, e em que lado do mundo se está..


domingo, 29 de junho de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Imaginem um dia perdido na primeira metade do Século XVIII.
Nesse dia, Johann Sebastian Bach estava sem inspiração... para terminar a sua Tocata em Ré menor...
Mas os King Singers, excepcionais como sempre, deram uma ajuda, a partir dos nossos dias, e...
fez-se luz... "and now i got a fugue..."

Fiquem atentos à letra desta fantástica rapsódia de Bach, que foi interpretada na maratona 24h de Bach, em Leipzig, e da qual já por cá vos dei uma amostra (lembram-se do Bobby MacFerrin?...)

Bom Fim de Semana!



quinta-feira, 19 de junho de 2008

Música para uma quinta-feira

Há anos que ouço o Pat Metheny, e continuo a apreciar o seu estilo muito próprio de tocar guitarra. Mas se isso não bastasse, a sua clareza melódica, os arranjos sofisticados, as progressões harmónicas envolventes, os ritmos bem delineados, complexos por vezes, e uma certa "frescura" no conjunto, são atributos que fazem deste músico de Jazz-Fusão um dos mais reconhecidos guitarristas da cena mundial. E eu sempre tive uma "quedazinha" por este tema "Facing West", do album "Secret Story", de 1992 (acho eu).
Já a pensar em férias, então, ainda sabe melhor ouvi-lo... Imaginando um dia de sol, bem de manhazinha, uma viagem por estradas secundárias, com pouco trânsito, a ver a paisagem, rumo a uma praia ou ... ou... Fica ao vosso critério a continuação. Boa audição!

sábado, 14 de junho de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Die Nachtigall é o rouxinol.
O rouxinol toda a noite cantou, e de o escutarem as rosas floriram...

Alban Berg, compositor austríaco do sec.XX, que muitos conhecem por causa da sua famosa ópera Wozzeck, compôs um grupo de sete canções, sendo uma delas esta que aqui vos deixo, na sua juventude, numa fase em que não estava ainda rendido totalmente ao atonalismo (ausência de centro tonal, característica de toda a música composta nos séculos anteriores, seja barroca, clássica ou romântica). Eu gosto de todas as "Sieben fruhe lieder", mas esta, Die Nachtigall, tem aquela notinha aguda que um professor meu gostava de apelidar do momento "toca-me aqui"...
Nunca percebi o que é que ele queria dizer com isso, mas que é bonita, lá isso é.
Esta peça tem para mim um significado especial. Cantei-a num concerto já grávida de cinco meses, e a minha bebé mexia... mexia...

Aqui fica, pela voz da imponente Jessye Norman.

sábado, 10 de maio de 2008

"Só de sacanagem"

Ouvi e interessei-me de imediato por este poema de Elisa Lucinda, recitado por Ana Carolina.
Para ouvir com atenção...



"Só de sacanagem"... pedi-o emprestado à Lúcia do Rosmaninho da Serra. Obrigada

domingo, 4 de maio de 2008

Tchaikovsky - Concerto para Piano N.1

Seres humanos que somos...
Às vezes a rir A chorar às vezes.
De que matéria somos feitos?
De mudança em mudança vamos ficando cada vez mais... nós próprios.

Portanto, agora, é... a rir. Com os Monty Python...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Música para uma Segunda-feira

"Era um Redondo Vocábulo", pela Cristina Branco, numa versão intimista, como merece este tema de Zeca Afonso. Muito boa opção estética, bom gosto nos arranjos instrumentais, contidos, nada exuberantes, que a canção assim o exige, e uma qualidade vocal muito acima da média.
Gosto muito.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Sagração da Primavera

Porque estamos na Primavera.
Porque eu gosto de Stravinsky.


Quando este bailado estreou, em 1913, em Paris, o público reagiu muito mal. A crítica chamou-lhe "Le Massacre du Printemps" (O massacre da Pimavera), ironizando com o verdadeiro nome "Le Sacre du Printemps" (A Sagração da Primavera). Naquela época não era habitual ouvir-se música e ver-se bailado tão irreverentes, tão ousados. Até posso compreender o espanto. Mas hoje já não.
Muita coisa mudou no mundo da música, desde então. Mas ainda conheço músicos que não gostam de Stravinsky. Não compreendo porquê. E volto a afirmar o que já disse dezenas de vezes aos meus alunos: não fechem os ouvidos à música do século XX, e do século XXI.
Afinal, não tarda nada a "Sagração" está a fazer 100 anos...

Aqui fica uma não menos irreverente versão, com coreografia de Pina Baush.
Não fica atrás do Nijinsky. Pelo contrário...
Encarna na perfeição a personagem da jovem que dança até à morte, como sacrifício ao deus da Primavera.



sábado, 29 de março de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Aqui está a fantástica Ella Fitzgerald, numa interpretação sublime de "How high the moon", ao vivo em Estocolmo, em 1966.
Uma improvisação excelente, onde faz citações de outros standards de jazz, e até de um tema dos Beatles. Chamam-se "citações" quando no meio de uma peça o compositor, ou o intérprete, neste caso, deliberadamente introduz uma melodia proveniente de outra obra, sua ou de outros, erudita ou popular, não importa.

Para ouvir, repetir e "abanar o capacete", se forem dados a essas coisas...

Bom Fim-de-Semana


sábado, 15 de março de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Laudate Dominum, de Mozart

Cantei esta peça quando era aluna no conservatório. Foi uma das primeiras vezes que apareci como solista, com o "peso" da responsabilidade, com um coro atrás, e uma orquestra escolar que não se poderá comparar em nada com esta que vão ouvir, dirigida pelo Claudio Abbado. Apesar de apreciar Mozart, não tinha ainda a maturidade necessária para fazer uma interpretação estilisticamente adequada. Como a soprano Rachel Harnisch faz.
Depois do "Laudate Dominum" já cantei centenas de outras obras, mas esta ficou sempre no meu coração. Porque sim. Porque é mesmo bonita.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Música para o Fim de Semana

Amantes de Bach, ouçam este video. E os que não são também podem ouvir. Trata-se de um excerto de uma maratona "24 horas de Bach" que decorreu na Alemanha, e no âmbito da qual participou o fabuloso cantor que vão escutar. Trata-se de Bobby McFerrin, um dos meus cantores favoritos, dono de uma voz impressionante, não só pelo seu timbre único mas pelas capacidades técnicas e expressivas, pelo seu grande sentido rítmico e harmónico, pela sua capacidade de improvisação, pela grande formação erudita e jazzística, e pelo seu bom humor. Aliás, ele é conhecido do grande público pela sua famosa canção "Don't worry, be happy". (Quem é que nunca cantarolou esta letra?)
Como poderão observar, aquilo que acontece neste video dificilmente aconteceria em Portugal. Neste país, as pessoas nem a cantar os "Parabéns a você" afinam! Na Alemanha dão-se ao luxo de conhecer muito bem certas obras do reportório erudito (1º prelúdio do 1º caderno do "Cravo bem Temperado", de Bach, com a "Avé Maria" que Gounod lhe associou). Esta boa formação musical não nasceu de um dia para o outro: é fruto de um bom sistema de ensino da música acessível a partir do ensino genérico. Que é o mesmo que dizer: os alemães, para cantar assim, não tiveram que frequentar um conservatório. Bastou-lhes a disciplina de música na escola. Já os portugueses... que desgraça. A maioria teve música no II ciclo, tocou "As pombinhas da Catrina" na flauta de bisel, e pouco mais. Os portugueses foram enganados pelos sucessivos governos, pois, assim como acontece noutras áreas, o ensino de música foi completamente inconsequente na vida das pessoas. Mas eu até acho que os portugueses são muito musicais. E em qualquer farra, lá se chegam à frente para cantar com a voz que têm. É pena que o potencial das pessoas não seja acompanhado por políticas adequadas, que pusessem toda a gente a cantar afinada, já não digo Bach mas, sei lá... o "Acordai", do Lopes-Graça (que não lhe fica atrás em qualidade).
Bom fim de semana.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Música para o Fim de Semana

Como o tempo não anda para trás, a única forma que encontrei para poder agradecer ao Carlos Paredes a magia que me transmite quando toca, foi colocar aqui um video com os "Verdes Anos".
Este tema deveria ser transformado em hino nacional. Deixávamos lá o "contra os canhões marchar, marchar" e passávamos a cantar algo mais bonito...

Carlos Paredes faria hoje anos se fosse vivo.
Na verdade, a sua música está bem viva em muitos de nós. Eu sei que é um clichè, mas todos os clichès tem o seu lado de verdade.

E agora, silêncio, vai-se carregar no play...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Zeca Afonso pela Jacinta

Música para o fim-de-semana. Já muita gente ousou cantar Zeca Afonso. Mas nunca ninguém o fez assim, como Jacinta faz. Não é só o timbre da voz e a afinação. A qualidade da interpretação vem da vida dos sentimentos, dos contrastes emocionais, próprios da música do Zeca Afonso. Está lá tudo: a raiva, a doçura, a poesia, a tristeza, a dor e a beleza... Para ouvir antes de deitar.



Beijinho grande para ti, Jacinta.
E obrigada por nos trazeres Zeca Afonso.