Este ano de 2008 fica marcado para todos nós com bons e maus acontecimentos. Resta-nos esperar que 2009 nos traga mais PAZ, mais JUSTIÇA, mais SOLIDARIEDADE, e já agora, que traga também o SOCIALISMO a sério.
Fazendo jus ao ditado "tristezas não pagam dívidas", deixo-vos a receita para uma passagem de ano feliz: boa música!
Por isso... aqui fica a ESPANTOSA interpretação do tema "Mambo", da obra "West Side Story", de Leonard Bernstein. Apesar de ainda há uns tempos ter cá colocado o tema "America" da mesma obra, não posso deixar de vos recomendar este video. Quem interpreta é, nada menos, nada mais, do que a "Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolivar". Uma orquestra venezuelana, pois claro, aqui dirigida pelo reconhecido maestro Gustavo Dudamel.
A história que está por trás da formação desta orquestra deve já ser conhecida de toda a gente, mas se ainda a não conhecem não deixem de ir AQUI.
Em resumo..
A Venezuela está a demonstrar que é possível caminhar contra a corrente. Cuba resiste há 50 anos! O povo palestiniano continua a lutar. A Grécia está a trilhar o seu próprio caminho...
Há esperança no horizonte para 2009!
Em LUTA, claro! Até à Vitória Final.
Bom Ano Novo.
“Quando descobrimos aquilo de que somos feitos e a maneira como somos construídos, descobrimos um processo incessante de construção e destruição e apercebemo-nos de que a vida está à mercê desse processo interminável. Tal como os castelos de areia das praias da nossa infância, a vida pode ser levada pela maré.” António Damásio, O Sentimento de Si (1999)
Mostrar mensagens com a etiqueta Venezuela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Venezuela. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Acho graça

Vi há bocado uma notícia, disponível no site da RTP, que dizia:
"Venezuela: Nacionalizada a maior empresa de aço do país"
Caracas, 09 Abr (Lusa) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou, hoje, a nacionalização da Ternium-Sidor (Siderúrgica do Orinoco), a maior empresa de aço do país, propriedade do grupo italo-argentino Techint, anunciou o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizales.
Em Portugal, há para aí um primeiro-ministro que afirma "à-boca-cheia" que "é urgente fazer reformas em certos sectores", que "as coisas como estão não podem ficar", blá, blá, blá, etc e tal... E toca de mexer em tudo. Ele é saúde, ele é educação, ele é a justiça; toca de pôr todos os profissionais uns contra os outros, e todos contra os funcionários públicos; toca de disparar em todas as direcções, para atingir, no fim de contas, os mesmos de sempre.
Na verdade o primeiro-ministro não quer mudar absolutamente nada. ("Mudar" no sentido que nós, portugueses, gostaríamos. Mudar, de forma a beneficiar a vida das pessoas). Não. Sua excelência quer é "mudar" de mãos determinados serviços. Quer transformar certos sectores em máquinas de fazer dinheiro, eliminar o que de democrático existir na sua organização, e depois, calma e tranquilamente, entregar tudo ao sector privado, onde se movimentam os seus amigos, e onde, certamente, à semelhança de outros fulanos que passaram por governos anteriores, (como recentemente fez Jorge Coelho), terá um lugarzinho ao sol à sua espera. Parece ser este o destino que o governo quer dar à escola pública, aos hospitais e centros de saúde, às maternidades, aos tribunais. Se não houver uma forte contestação, é isso que, certamente, pode acontecer. Felizmente, a luta está na rua.
Pusesse o senhor engenheiro Sócrates os olhos na Venezuela, onde se fazem reformas a sério, respeitando sempre a vontade soberana e as verdadeiras necessidades do povo venezuelano. Assim sim. Se dúvidas houvesse, basta ler a notícia para percebermos que o governo de Hugo Cháves está nos antípodas da governação socretina. Porque tem coragem para defender os interesses do povo; porque não exige mais sacrifícios aos mesmos, com ar moralista; porque não tem medo de nacionalizar; porque pensa primeiro nos trabalhadores venezuelanos, e não nos patrões...
E podia continuar por aqui adiante a enumerar as imensas diferenças entre uma governação que se diz socialista, em Portugal, com uma governação realmente socialista, na Venezuela. Mas tal como não há comparação entre o cu e as calças, também não há comparação possível entre o Sócrates e Hugo Cháves.
Subscrever:
Mensagens (Atom)