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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os jornais não vão falar... A televisão não vai dar importância

Já prevendo a forma discriminatória como a maioria da comunicação social trata tudo o que lhes cheire a Homens e Mulheres emancipadas, a Liberdade, a Democracia... faço questão de aqui divulgar um evento de extrema importância para as mulheres: o 8º Congresso do MDM (Movimento Democrático de Mulheres), que, longe de ser uma mera congregação de feministas, é um dos mais antigos movimentos portugueses de defesa daquilo que é o lado feminino da Humanidade, em todas as suas vertentes.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Excerto de uma carta:

Duas notas a propósito do trabalho «Dia Internacional das Mulheres – qual a sua importância», publicado na edição de 27 de Fevereiro.

1. A proposta de criação de um Dia Internacional da Mulher foi apresentada em 1910, na 2.ª Conferência Internacional de Mulheres, pela alemã Clara Zetkin. A referida Conferência teve lugar em Copenhaga, em Agosto de 1910, e precedeu o Congresso da II Internacional. Presentes 100 delegadas oriundas de 17 países, que aprovaram resoluções contra a invasão da Finlândia pelas tropas russas, pela manutenção da paz, pela protecção social das crianças e das mulheres trabalhadoras e pelo sufrágio universal das mulheres.

A proposta de Clara Zetkin de criação de um Dia Internacional da Mulher estipulava uma acção internacional comum pela emancipação das proletárias e pelo sufrágio universal: «Em acordo com as organizações políticas e sindicais do proletariado nos seus respectivos países, as mulheres socialistas de todos os países organizarão todos os anos um dia das mulheres que, em primeiro lugar, será consagrado à propaganda a favor do voto das mulheres (…). Este dia das mulheres deve ter carácter internacional e ser cuidadosamente preparado».
2. O que me leva à segunda observação. O Dia Internacional da Mulher deve ser assinalado por razões infelizmente bem mais amplas do que a violência doméstica. Sem retirar a extrema importância a essa luta, infelizmente há muitos outros motivos: subsistem discriminações, desigualdades, novas formas de obscurantismo. (...)

Mafalda Serralha, membro do núcleo de Viseu do MDM.
Excerto de uma carta enviada à Direcção do Jornal do Centro,
após a edição de um artigo onde alguém afirma que "o Dia Internacional da Mulher tem servido essencialmente para denunciar casos de violência doméstica."
Serve para muito mais, como é evidente, e é isso que a Mafalda tenta demonstrar na carta enviada ao Director do Jornal.
Tantas mudanças por acontecer, tanta luta a travar!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ser Mulher (2)

Ficam convidados a aparecer.
Neste distrito existe ainda muita pedra a partir...


Apresentação pública do Núcleo de Viseu

do Movimento Democrático de Mulheres

Na próxima quarta-feira, dia 11 de Fevereiro, pelas 21.30 h, no Lugar do Capitão, em Viseu, será apresentada à comunicação social e à comunidade em geral o Núcleo de Viseu do MDM.
Realizar-se-á uma Tertúlia que tem como objectivos não só fazer a apresentação pública do Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres mas também, simultaneamente, evocar a passagem de dois anos sobre a vitória do "Sim" no referendo sobre a despenalização da IVG.
Esta iniciativa contará com a presença de Fátima Amaral, membro da Direcção Nacional do MDM, e será animada com a leitura de poemas e a actuação do Trio de Jazz, composto por Adelino Soares ao piano, Sara Figueiredo na voz e Miguel Cardoso no contrabaixo.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Longe vão os tempos... (será?)

"Em 1926 é instalado o regime fascista.
A Constituição de 1933 estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei “salvo quanto à mulher, às diferenças da sua natureza e do bem da família”.
O Código Civil de 1934 consignava o homem como o “chefe da família a quem a mulher e a criança deviam obediência”. À mulher competia, sobretudo, os cuidados domésticos: “ manter o asseio, a ordem e a alegria no lar”, mas a realidade social evidenciava a existência de mulheres a trabalhar ganhando 2/3 do salário do homem.

Num discurso de 1933, Salazar afirmava: “o trabalho da mulher fora do lar desagrega este, separa os membros da família, torna-os estranhos”. “À mulher compete tornar a casa atraente e acolhedora, prestar ao marido a deferência e submissão como chefe de família” – lê-se no Manual de Educação Moral e Cívica, que constava do programa escolar nos anos 40.

Muitos provérbios populares davam expressão ao modo como o regime fascista encarava as mulheres: A casa é das mulheres e a rua é dos homens; A mulher e o melão, o calado é o melhor; A mulher só diz duas verdades por dia. Ao levantar-se: - Tenho tanto que fazer hoje! Ao deitar-se: - Passou-se o dia e não fiz nada; Quem a sua mulher ensina a ler ou é cornudo ou está para ser; Da burra im e da mulher que sabe latim livra-te tu e a mim; Não provam bem as senhoras que se metem a doutoras."

in www.mdm.org.pt

Passados quase 35 anos de Revolução de Abril, que marcou profundamente a viragem na forma como a mulher é encarada na sociedade portuguesa, definindo pela primeira vez os seus direitos e a sua função social, o seu papel, atrevo-me a perguntar: Será que é verdade? Será que já não há razões para as mulheres se sentirem descriminadas? Será que a sociedade já lhe atribui a verdadeira importância? Será??

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Curiosidades de "Ser Mulher"

"O direito ao voto

Em 1912, a Drª Carolina Beatriz Ângelo, viúva e mãe, como chefe de família, exigiu e ganhou a sua inscrição como eleitora nas eleições municipais reservadas aos chefes de família.

Em 1913, a lei eleitoral excluía 75% da população – as mulheres, aos analfabetos e os militares não activos. Só permitia o voto aos chefes de família que soubessem ler e escrever.

Em 1931, as mulheres com cursos secundários ou superiores tiveram direito ao voto, enquanto aos homens bastava-lhes saber ler e escrever.

Em Abril de 1974, as mulheres portuguesas viram consagrado o seu direito ao voto."

in www.mdm.org.pt

A história da dignidade humana está repleta de pequenas vitórias.
Como é que é possível que só em 1974 as mulheres portuguesas tenham garantido o seu direito ao voto...