Mostrar mensagens com a etiqueta Ensino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ensino. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Greve de Professores



91% de Adesão em todo o país!
Palavras para quê?
Enquanto a intransigência, a arrogância e o cinismo que caracterizam este Ministério da Educação se fizerem sentir, voltamos a erguer bem alto a nossa voz, as vezes que forem precisas, para gritar:
"É preciso, é urgente, uma política diferente".

Ver esta sala de aula vazia leva-me a pensar que:
Sem professores não há escola.
Sem escola não há futuro.
Não acham?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Auto-avaliação


Fim do I período! Está quase.
Como sempre, no fim de cada período lectivo, peço aos alunos que escrevam um pequeno texto com a sua auto-avaliação à disciplina que lecciono no conservatório.
Hoje "rebolei-me" a rir com este final de uma auto-avaliação de um (bom) aluno de dez anos, que transcrevo ipsis verbis:

(...)"Esta disciplina é muito importante, pois no futuro, se não conseguir-mos arranjar imprego, agarramo-nos à música, e podemos vir a ser famosos."

Não é uma delícia?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Novo Ano Lectivo(2)


É o caos absoluto.
Este novo início de ano lectivo tem-me tirado muitas horas de sono, e por isso, não tem sido fácil visitar os meus "amigos de infância" (como diz o Samuel) da blogosfera.
A senhora ministra Maria de Lurdes Rodrigues rejubila de contente com a abertura do ano lectivo, entrega "Magalhães" (é mesmo assim que se chamam os computadores??) a torto e a direito, e, pela parte que me toca, acho imensa piada à obrigatoriedade que agora foi posta em prática de aplicação da portaria 1550/2002. Refiro-me a uma legislação (que até nem é má, mas nem sequer foi ideia deste Governo) que regulamenta o regime de frequência "Articulado" nas escolas de Ensino Artístico Especializado (EAE), vulgarmente conhecidas como "academias" ou "conservatórios".
A ministra vai gabar-se em breve, talvez já agora, no próximo dia 1 de Outubro, de que conseguiu pôr mais gente a estudar neste tipo de ensino.
Pois quero preveni-los do seguinte:

1) a srª ministra quis pôr em marcha, com a força de uma legislação, um sistema abrangente de acesso ao EAE. Mas beneficiou, principalmente, as escolas particulares, que, afirma estão a realizar um "serviço público". Reparem que não criou escolas públicas! Já vi este filme antes. Lembram-se dos hospitais públicos com gestão privada? Foi um favorzinho que fez a potenciais interessados em "comprar" o EAE em Portugal. O futuro demonstrará quem são, porque, não tenham dúvidas, se esta marcha não fôr interrompida, também esta área será (se é que ainda não foi) tomada de assalto por grandes grupos económicos. Repito: o futuro o dirá!
2) as escolas e os conservatórios não estavam preparados para as "negociações", ou "articulações" necessárias. É um erro pensar que isto foi pacífico, no terreno. Não foi.
Os horários não foram preparados para o currículo do aluno em articulado, os alunos não foram esclarecidos, alguns pais não fazem ideia do que estão a escolher para o futuro dos seus filhos, e tenho sérias dúvidas que metade destes alunos consigam comprar instrumentos musicais. Pois é. A ministra não se lembrou que este problema iria acontecer... Um colega dizia-me no outro dia que esteve numa reunião de pais onde estiveram presentes pessoas que tinham caminhado 4km (a pé) para estar na reunião, à noite. Quando se falou na necessidade de comprar um instrumento musical... levantaram-se e foram-se embora. Quem quase não tem dinheiro para comer não consegue pôr um filho a estudar música. Não foram criados quaisquer tipos de apoios para a aquisição de instrumentos. Quem sabe se uns "Magalhães" a menos...
3)vai haver sempre gente interessada em "mostrar serviço". Alguns tem cartão rosa e não vão querer ficar mal na fotografia. Talvez já a pensar no cargo que poderão vir a ter no futuro, numa qualquer Direcção Regional de Educação, ou como gestores escolares. Outros vão dizer que isto está tudo errado, mas pelas piores razões: porque consideram que este tipo de ensino é para uma elite, e assim se deve conservar, colocando de parte os filhos dos operários, empregadas domésticas, chineses, ucranianos e ciganos (principalmente estes três últimos).
4) Também vai haver quem, mesmo sabendo que estas directrizes levam água no bico e acarretam (ainda mais) problemas a este sector de ensino, vá lutar por esta coisa da "democratização" do ensino artístico especializado, e até arrisco dizer que se alguma coisa funcionar, este ano, dever-se-á, fundamentalmente, à capacidade de trabalho dos professores e ao "amor à camisola" que estes têm pelo ensino artístico.
De outra forma, não estou a ver...

sexta-feira, 21 de março de 2008

A professora, a aluna e o telemóvel

Hoje houve várias pessoas que me enviaram por email um video que revela alguns dos mais graves problemas que neste momento se passam no ensino, em Portugal. No video, filmado por um telemóvel em plena sala de aula no Carolina Michaelis, no Porto, vê-se uma professora a retirar um telemóvel a uma aluna, que indevidamente o usou no decurso da aula. A aluna não gosta e luta com a professora a fim de obter o telemóvel de volta.
A certa altura os colegas já intervêm, tentando parar a colega que, com histeria, lá vai torcendo o braço à professora, que não larga o telemóvel. O aluno que filma tudo vai fazendo comentários pouco simpáticos, e parece estar a gostar do "espectáculo", assim como outros alunos, que soltam umas risadas, e contribuem para aumentar a confusão que num minuto se instala na sala.
Que acontecimento lamentável.
Revela vários factos acerca do Portugal contemporâneo:

1- O telemóvel é um objecto tão importante para alguns jovens, que não se importam de sofrer seja que consequência for só para poder dispor dele. Essa dependência é, de resto, um fenómeno já conhecido. Há raparigas que se despem na internet por um carregamento do saldo do cartão do telemóvel.

2- A autoridade dos professores já não existe. É a realidade e não vale a pena disfarçar. Creio que só não há mais problemas porque ainda vai havendo quem, com jeito, vá contornando esse facto, quer professores, quer alunos. A culpa dessa perda de autoridade deve-se, em parte, às políticas educativas que têm vindo a ser produzidas, ano após ano neste país, ridicularizando a figura dos professores, menosprezando a importância que estes tem no sistema de ensino; e, por outro lado, à própria modificação dos contextos sociais em que crescem as crianças, hoje. Refiro-me ao acesso fácil que os jovens tem à internet, ao telemóvel e à televisão. Como nem sempre os pais estão presentes para moderar esse acesso, os jovens crescem a ver tudo, a fazer tudo, a saber tudo antes de terem maturidade para assimilar certas coisas.

3- "Decência" e "Respeito" são palavras que sairam do vocabulário de muitas famílias. E a escola não basta para as incutir na educação dos jovens. Se os próprios pais não insistirem, se não derem o exemplo, se não demonstrarem o que é certo e errado, os seus filhos nunca aprenderão a viver em sociedade. Vão, pelo contrário, achar que podem fazer seja o que for, que sairão impunes.

Feito este balanço, posso adiantar duas coisas mais:

1- A sociedade capitalista em que vivemos quer que as pessoas trabalhem sempre mais horas, com horários cada vez mais flexíveis, quer que as pessoas se endividem aos bancos (que é para não pararem de trabalhar), quer que tenham máxima disponibilidade (e quem não a tiver vai para o desemprego), quer que haja uma bolsa de desempregados para poder manter os trabalhadores debaixo do chicote, quer que os trabalhadores tenham medo, que não se sindicalizem, que aceitem contratos individuais de trabalho, para ficar cada vez mais frágeis;

2- A sociedade capitalista quer ainda que os jovens consumam, de preferência aquilo que os faz mais estúpidos e dependentes, quer que os jovens não pensem, que é para não questionarem muito, para poderem ser controlados, e até a irreverência é controlada, há produtos para os irreverentes, desde comida a música. Os jovens controlados de hoje são os dependentes de amanhã, assim espera o grande capital.


Pois é.
Tanta coisa escondida por trás de um video.
Portugal está cada vez mais a parecer-se com os Estados Unidos da America. Se aquela rapariga tivesse uma arma tinha, certamente, disparado sobre a professora.
E então, lá estariam todos preocupados com a violência. E seriam feitos muitos debates e programas de televisão para falar sobre o assunto...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Professores em Luta

Portugal parece estar a acordar de um longo período de hibernação.
Em Coimbra na terça-feira estiveram dois mil professores numa manifestação; na quarta, em Viseu estiveram dois mil, na Guarda, trezentos, hoje em Aveiro estiveram três mil professores...

Força professores.
Vamos ganhar esta luta.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O Carnaval da Educação




De autoria do "Anterozóide". O "nosso" Valter Lemos está tão bem caricaturado... Só lhe falta a fantasia para gozar o Carnaval. Sugiro-lhe a de Palhaço. Acho que lhe assenta bem.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Carreira docente



Sem comentários...
"Roubei" este cartoon ao Anterozóide. Confesso que na música já começa a ser assim. Mais numas áreas que noutras.
Agora já quase não aconselho nenhum aluno a seguir música (só em casos muito especiais).
Enquanto não se valorizar a Cultura, em Portugal, será difícil sobreviver a partir dela.