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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Vamos à Festa


A Festa do Avante! é marcante.
Hoje tive uma pequena e agradável surpresa. Conta-se em meia dúzia de linhas.
Um amigo meu, italiano residente em Portugal, visitou a Festa em 2009, seguindo uma sugestão minha. Sobrinho de um homem de direita, que tem um busto do Mussolini em casa (na Itália), o meu amigo adorou a Festa.
Claro. Sentiu-se muito bem. "Come-se muito bem", disse ele, de olhos arregalados.
E há os concertos... mais as exposições...
Este ano quer lá voltar.
A sorrir, disse-me que gostou de, naqueles dias, sermos todos "camaradas".
E saboreou a palavra - nova para ele - como se fosse um pequeno tesouro...


Até sexta!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Em Construção


A Festa do Avante! é como a Primavera. Todos os anos volta a nascer.
Não interessa quantos golpes baixos lhe disferem, quão elevado é o ataque à sua existência, à sua realização e à sua coerência enquanto festa de um jornal que não é um jornal qualquer: é o orgão oficial do Partido que maior e melhor oposição desenvolve, na luta de todos os dias, ao lado dos trabalhadores, agora - em 2010 - como durante os negros tempos do fascismo. Um jornal assim, o nosso Avante!, só poderia ter uma festa à altura, com milhares de mãos que a constroem, solidariamente, de forma militante - mesmo não o sendo.
A Festa do Avante! é o encontro cultural e político mais significativo do nosso país, e, tal como a Primavera, traz com ela uma esperança renovada a cada ano. A esperança num mundo mais justo, mais fraterno, sem exploração de um homem por outro homem, onde possamos finalmente viver uma paz duradoura.
É por isso que quando os dias da Festa se aproximam eu sorrio... como se antecipasse o gozo de cheirar, de olhos fechados, a primeira flor da Primavera.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Venham mais cinco (mil) Festas

A Festa do Avante! foi fantástica. Só posso defini-la assim, porque qualquer outra palavra ficaria, no meu entender, aquem da sua grandiosidade.
Quem não foi... lamento... mas não compreenderão o que é passar 3 dias num espaço com tanta cultura, tanta solidariedade, tanta juventude, tanta vontade de mudar o mundo.
E acreditar que é possível fazê-lo.
Que não é só um sonho.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Foi longo o caminho


Hoje tive duas surpresas. Vá. Uma surpresa boa e uma má.
Qual querem que conte primeiro? A boa? Então lá vai.
Estava eu a lêr um jornal que sai às quintas-feiras que dá pelo nome de Avante!, e que é o único que em Portugal dá notícias verdadeiras sobre a luta dos trabalhadores, e sobre a acção do único partido político que os defende, o PCP, quando reparei num suplemento sobre os artistas que irão tocar à Festa do Avante!, no primeiro fim de semana de Setembro (dias 4, 5 e 6).
Sei de antemão ser este um dos melhores eventos culturais organizados neste país, único na forma e no conteúdo, que faz as delícias de militantes comunistas, simpatizantes, independentes, apartidários, jovens e velhos, homens, mulheres e crianças, e que durante três dias se vive algo único, que só quem lá vai é que entende que tem de lá voltar sem falta no ano seguinte.
Verifiquei, com agrado, que este ano irá actuar na Festa um cantor de intervenção português, daqueles que, à semelhança de um Zeca Afonso ou de um Adriano Correia de Oliveira, marcaram com a sua voz a luta contra o fascismo, e a certeza de uma liberdade que estava para vir. Verifiquei que o Samuel cantará na Festa, na nossa Festa... O nosso Samuel cantará para nós na nossa Festa. E isso foi um virar de página!
Foi longo o caminho que demoraram a percorrer os camaradas responsáveis pela selecção de artistas para a Festa. Congratulo-me pela descoberta que fizeram: o Samuel não estava morto, antes continuou a bater-se por ideais difíceis de conjugar com interesses de editoras discográficas!
E não só é importante ouvi-lo, como repudiarmos a pressão das editoras por promover este ou aquele artista, todos menos os comunistas - porque também nessa linha se faz a dominação ideológica.
E esta foi a surpresa boa.

A má... Bem, a má... A Teresa Salgueiro também vai cantar à Festa...
Alguns dirão "pois, pois, gostos não se discutem..."
Eu direi, antes: Não! Discutem-se como qualquer outro tema, pois a formatação do gosto está nas mãos de quem tem o poder. E quem tem o poder - as classes dominantes - também formatam de forma a tornar as pessoas acríticas, confundindo, apresentando-lhes "produtos" culturais desprovidos daquela pequena partícula que os faz pensar por si próprios.
Em suma, a meu ver, a cultura musical ainda é uma das áreas mais delicadas na formação de um homem emancipado e progressista.
Por isso é possível que pessoas com grandes qualidades ao nível do pensamento façam escolhas tão impróprias, como gostar da Teresa Salgueiro.
A Teresa Salgueiro não canta, mia. E mia como um gato sem graça, daqueles que ouvimos ao longe e que nos incomodam, que nos perturbam o café, a paisagem, os ouvidos...
É, para mim, mais um "produto" discográfico que faz ruído.

Fico-me pela felicidade de pensar que a Festa é bem mais que a Teresa, (desculpem, agora é com "z": Tereza) e que posso simplesmente não a ir vêr nem ouvir, e que as más opções - poucas - dos programadores podem sempre transformar-se. Disso é exemplo o convite, este ano, ao Samuel, e longo foi o caminho, repito-o, até perceberem a importância dele na Festa. Pelo seu exemplo de resistência.
Na nossa Festa do Avante!.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Sobrevivências (ou um post sobre vivências)

Festa do Avante: Fantástica! Três dias de sol no meu coração.
Apesar da chuva de sexta-feira, a fraternidade, solidariedade, amizade, confraternização e camaradagem fizeram-se sentir. Foi um momento de resistência (às condições atmosféricas) que demonstrou de que matéria são feitas estas pessoas estranhas que acreditam que podem mudar o mundo.
Viagem de regresso: Horrível. Tive um acidente na A1. Um carro projectou-nos para o separador central, uma roda saltou, e andámos às voltas, até nos imobilizarmos na berma. Ninguém se magoou.
Não é uma experiência agradável. Acreditem.
Conclusão: ainda não foi desta que se livraram de mim.
Cá continuarei a viajar neste Mar sem Sal.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Aprender, aprender sempre...



Encontramo-nos na Festa do Avante!
Há tanta coisa para aprender...

Que ninguém durma..

Nessum Dorma, uma das árias mais emblemáticas da fantástica ópera "Turandot", de um dos meus compositores preferidos, Puccini. Escutada ao vivo, é ainda mais arrebatadora. Acreditem. É talvez por isso que o público, delirante, bate sempre palmas no fim desta ária, interrompendo a narrativa.
Neste video vão ouvir Placido Domingo na situação real da ópera levada à cena. Os mais curiosos poderão acompanhar a tradução do italiano para espanhol, se perceberem espanhol (o que não é muito difícil). Mas não se fiquem por uma primeira audição a olhar para as legendas, ouçam-na outra vez (só dura 3 minutos e pico), com o volume bem alto e de olhos fechados... Os vizinhos aguentam, e a vossa percepção será outra...



Em breve, quem visitar a Festa do Avante, no Seixal, vai poder assistir à interpretação desta e outras árias de ópera. Já só faltam quatro dias...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Aqui fica um "rebuçado" para aguçar o apetite daqueles que não vivem sem esta nobre arte que é a música. É por demais conhecida esta ária da "Carmen", mas é sempre bom ouvi-la bem tocada e bem cantada como é o caso deste excerto em vídeo. Magnífica interpretação da Teresa Berganza no papel de Carmen, numa produção do ano longínquo de 1980.
(Vamos poder ouvir esta ária muito em breve, na Festa do Avante!, logo na sexta-feira dia 5 de Setembro. Até lá, vão aprendendo a letra para poderem fazer o côro que faz o contraponto à solista. Não custa tentar. Vá lá: "l'amour...)



Habanera


L'amour est un oiseau rebelle
que nul ne peut apprivoiser,
et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
s'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
l'un parle bien, l'autre se tait;
et c'est l'autre que je préfère:
il n'a rien dit, mais il me plait.
L'amour !


L'amour est enfant de bohème,
il n'a jamais connu de loi:
Si tu ne m'aimes pas, je t'aime;
si je t'aime, prends garde à toi!

L'oiseau que tu croyais surprendre
battit de l'aile et s'envola -
l'amour est loin, tu peux l'attendre;
tu ne l'attends plus, il est là!

Tout autour de toi vite, vite,
il vient, s'en va, puis il revient -
tu crois le tenir, il t'évite,
tu crois l'éviter, il te tient.
L'amour !

L'amour est enfant de bohème,
il n'a jamais connu de loi,
si tu ne m'aimes pas, je t'aime;
si je t’aime, prends garde à toi!
Si tu ne m'aimes pas, je t'aime,
si je t'aime, prends garde à toi!


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Voltei, oh não!!! Cá vai a 200ª mensagem...

Cum catano!
Não posso deixar-vos uns dias, começam logo a combinar sopas de pedra sem mim. Umpf!!
Pois tenho a dizer-vos o seguinte:
espero ansiosamente por uma magnífica festa que vai decorrer de 5 a 7 de Setembro, na Amora, Seixal. Até já vi umas fotos da sua montagem. Chama-se FESTA DO AVANTE! e, durante três dias, é o local mais bonito deste país,
é o sítio onde me sinto melhor, onde vou buscar tantas e tantas energias para voltar à luta do dia a dia, é mesmo uma festa muito especial, e só depois de se lá ir é que se tem a noção do que aquilo é. Infelizmente, nem toda a gente gosta desta festa, e todos os anos se assiste a uma tentativa de desmobilização dos possíveis visitantes, e para isso vale tudo, desde fazer leis que actuam especificamente contra a Festa, até contar mentiras. Esclarecedor o post do Cravo de Abril sobre esta matéria.
Entretanto, enquanto não chega a Festa, vou dar uma volta à Feira de S. Mateus, em Viseu (que não lhe chega aos calcanhares...aliás, parêntesis dentro do parêntesis, nem fica bem fazer comparações.) Só lá vou porque vou muito bem acompanhada.
E Pronto! Voltei!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Este post não é um post a sério

Estava eu para aqui a começar a escrever um post sobre as Farc e sobre a recorrente questão - já começa a ser hábito - que todos os anos alguns tipos com minhocas na cabeça levantam, a propósito da inexistente presença das Farc na Festa do Avante, e passei os olhos pelo blogue do Samuel. Não é que ele tem um excelente post sobre este assunto no Cantigueiro? Recomendo a sua leitura, porque melhor não faria, certamente. Mas isto de andar a saltitar suavemente de blogue em blogue, como um elefante de nenúfar em nenúfar, tem destas coisas. Encontrei um texto de grande qualidade no blogue amigo do Linha do Vouga, consubstanciado num eloquente elogio a dois homens que já não estão entre nós, Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal. Vale a pena lêr.
E pronto!
Hoje não tenho post, propriamente dito.
Ainda bem que há gente mais inspirada que eu!!
(Mas caramba...Não se pode ser brilhante todos os dias... LOL)

:-)