Nem tudo poderá ser mau neste ano que começou há 5 dias. É verdade que vou pagar mais impostos, é verdade que provavelmente não terei dinheiro para fazer férias, é verdade que tudo vai ser mais caro, mais difícel, mais injusto... Mas nem tudo pode ser mau.
Desde miúda tenho uma superstição que me acompanha: o número 13 dá-me sorte. Será? Será este ano um ano de sorte? Quando olho para a minha família, para os meus filhos a dormirem serenamente, sinto-me com sorte. E sorrio.
2013 não me vai apanhar distraída. Vou tratar de ser feliz, contra todas as expectativas.
“Quando descobrimos aquilo de que somos feitos e a maneira como somos construídos, descobrimos um processo incessante de construção e destruição e apercebemo-nos de que a vida está à mercê desse processo interminável. Tal como os castelos de areia das praias da nossa infância, a vida pode ser levada pela maré.” António Damásio, O Sentimento de Si (1999)
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sábado, 5 de janeiro de 2013
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Em Construção

A Festa do Avante! é como a Primavera. Todos os anos volta a nascer.
Não interessa quantos golpes baixos lhe disferem, quão elevado é o ataque à sua existência, à sua realização e à sua coerência enquanto festa de um jornal que não é um jornal qualquer: é o orgão oficial do Partido que maior e melhor oposição desenvolve, na luta de todos os dias, ao lado dos trabalhadores, agora - em 2010 - como durante os negros tempos do fascismo. Um jornal assim, o nosso Avante!, só poderia ter uma festa à altura, com milhares de mãos que a constroem, solidariamente, de forma militante - mesmo não o sendo.
A Festa do Avante! é o encontro cultural e político mais significativo do nosso país, e, tal como a Primavera, traz com ela uma esperança renovada a cada ano. A esperança num mundo mais justo, mais fraterno, sem exploração de um homem por outro homem, onde possamos finalmente viver uma paz duradoura.
É por isso que quando os dias da Festa se aproximam eu sorrio... como se antecipasse o gozo de cheirar, de olhos fechados, a primeira flor da Primavera.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A verdade é como o azeite

Há muita gente que, quando ouve as notícias não faz o exercício de pensar pela sua própria cabeça. Resultado: assimila toda a informação que lhe é passada exactamente da maneira como alguém (será um ser supremo?) quer que a informação seja entendida.
Se somarmos a isto a forma despudorada como os detentores dos orgãos de comunicação social - fiéis servidores do Capital e das ideias neo-liberais - se comportam... então o cenário é exactamente o retrato real de Portugal neste ano de 2008. Eu diria até que o cenário... é catastrófico!
Querem que a malta ache que o futebol é importante (para alienar as massas)...'Bora fazer horas e horas de transmissões de jogos, análises, comentários, notícias de abertura de telejornal, telenovelas sobre compra e venda de jogadores, etc. Querem que a malte ache que a Manuela Ferreira Leite é a única alternativa ao Sócrates (que é para não repararem noutras forças políticas, como o PCP, por exemplo)... 'Bora fazer todos os dias dezenas de entrevistas, comentários, análises políticas, seguir a mulher para todo o lado...
Querem que a malta pense que a Colômbia e seu presidente Uribe são os heróis por Ingrid Betancourt ter sido libertada às Farc...'Bora dizer mentiras sobre as Farc, ignorar factos, esconder as atrocidades cometidas por Uribe e as suas forças militares, como por exemplo o rapto de Guillermo Rivera Fúquene (de que nos dá conta o Tempo das Cerejas)E é certo que toda esta estratégia atinge o seu objectivo. Ainda que parcialmente. Há para aí uns teimosos que não se deixam enganar...
Eu, por mim, mantenho a convicção que a verdade é como o azeite: vem sempre acima, por isso, acredito que nalgum dia deste futuro que nos aguarda os portugueses vão dizer: BASTA!
terça-feira, 8 de julho de 2008
Ensino Artístico pela... quinquagésima vez (e acho que não é a última)
Não tenho a capacidade de adivinhar o futuro, mas confesso que se não fosse pela capacidade de acreditar nas pessoas, e na mudança, ser-me-ía muito difícil continuar ligada ao meu ramo profissional. Felizmente vou tendo a sorte de conhecer bons alunos, que nem sempre são os melhores alunos no sentido musical do termo, mas outras vezes são.
Também vou tendo a sorte de conhecer bons colegas de trabalho, bons músicos, boas pessoas. Vou tendo a sorte de me serem dadas condições para desenvolver os projectos profissionais em que me envolvo.
Mas este ano tudo está a mudar. As escolas de ensino artístico especializado (EAE) preparam o próximo ano lectivo. As directrizes por parte do Ministério da Educação são, este ano, diferentes dos anos anteriores. E, à semelhança do que acontece noutras áreas, quando este Governo mexe em algo é com o objectivo claro de preparar o "bolo" para entregar aos privados. Não é à toa que Valter Lemos aparece num jornal da AEEP a enfatisar as virtudes do ensino Particular e Cooperativo, assim como o ensino profissional, afirmando que as escolas do EPC fazem serviço "público"...
Aí está o novo subterfúgio: fazer serviço público com oferta de uma rede de escolas privadas!
Este Governo inventou a pólvora!
Face às alterações previstas quer nos currículos, quer na estruturação do ensino especializado de música, quer no financiamento deste, levantam-se, neste momento, algumas dúvidas:
1- Porquê realizar a reestruturação ou redefinição da rede de escolas de EAE a partir do que existia? Porque não conceber novas escolas públicas que fizessem uma cobertura lógica, democrática, homogénea de todo o território português, ou criando escolas de raiz, ou nacionalizando escolas privadas com trabalho feito?
2- O financiamento previsto fará justiça às reais necessidades dos alunos e professores nos devidos cursos (básico e complementar), nos respectivos regimes de frequência? É que um aluno com 3 disciplinas no básico gasta menos que um aluno do complementar, porque este último tem 7 disciplinas...
3- Implementa-se o (já existente) regime articulado, mas... quem sensibiliza as escolas do ensino regular para a criação de turmas dedicadas, ie, turmas só com alunos do conservatório? Quem se responsabiliza por transportar os alunos aos conservatórios? A articulação é deixada ao sabor de cada escola, de cada agrupamento, de cada autarquia...
E, posto isto, preocupa-me o seguinte: de acordo com as novas directrizes, mesmo os alunos em regime supletivo (que andam desfazados na escola do ensino regular e não em simultâneo, como os de articulado), terão de ter algum paralelismo com os anos de frequência na escola. Isto fará com que uma criança que queira aprender música aos 14 anos já não o possa fazer, a não ser que pague muito, mas mesmo assim não obterá paralelismo entre um 1º grau no EAE e um 8º ano, por exemplo.
Portanto... Ou os putos decidem que querem estudar música até aos 12 anos, ou então... ficam fora do sistema. Ponto Final.
Que futuro vem aí?
Também vou tendo a sorte de conhecer bons colegas de trabalho, bons músicos, boas pessoas. Vou tendo a sorte de me serem dadas condições para desenvolver os projectos profissionais em que me envolvo.
Mas este ano tudo está a mudar. As escolas de ensino artístico especializado (EAE) preparam o próximo ano lectivo. As directrizes por parte do Ministério da Educação são, este ano, diferentes dos anos anteriores. E, à semelhança do que acontece noutras áreas, quando este Governo mexe em algo é com o objectivo claro de preparar o "bolo" para entregar aos privados. Não é à toa que Valter Lemos aparece num jornal da AEEP a enfatisar as virtudes do ensino Particular e Cooperativo, assim como o ensino profissional, afirmando que as escolas do EPC fazem serviço "público"...
Aí está o novo subterfúgio: fazer serviço público com oferta de uma rede de escolas privadas!
Este Governo inventou a pólvora!
Face às alterações previstas quer nos currículos, quer na estruturação do ensino especializado de música, quer no financiamento deste, levantam-se, neste momento, algumas dúvidas:
1- Porquê realizar a reestruturação ou redefinição da rede de escolas de EAE a partir do que existia? Porque não conceber novas escolas públicas que fizessem uma cobertura lógica, democrática, homogénea de todo o território português, ou criando escolas de raiz, ou nacionalizando escolas privadas com trabalho feito?
2- O financiamento previsto fará justiça às reais necessidades dos alunos e professores nos devidos cursos (básico e complementar), nos respectivos regimes de frequência? É que um aluno com 3 disciplinas no básico gasta menos que um aluno do complementar, porque este último tem 7 disciplinas...
3- Implementa-se o (já existente) regime articulado, mas... quem sensibiliza as escolas do ensino regular para a criação de turmas dedicadas, ie, turmas só com alunos do conservatório? Quem se responsabiliza por transportar os alunos aos conservatórios? A articulação é deixada ao sabor de cada escola, de cada agrupamento, de cada autarquia...
E, posto isto, preocupa-me o seguinte: de acordo com as novas directrizes, mesmo os alunos em regime supletivo (que andam desfazados na escola do ensino regular e não em simultâneo, como os de articulado), terão de ter algum paralelismo com os anos de frequência na escola. Isto fará com que uma criança que queira aprender música aos 14 anos já não o possa fazer, a não ser que pague muito, mas mesmo assim não obterá paralelismo entre um 1º grau no EAE e um 8º ano, por exemplo.
Portanto... Ou os putos decidem que querem estudar música até aos 12 anos, ou então... ficam fora do sistema. Ponto Final.
Que futuro vem aí?
segunda-feira, 17 de março de 2008
O Povo é quem mais ordena!!! MESMO!!!
Quero lembrar-me, a todo o momento,
e lembrar toda a gente que por aqui passe
que realmente é o povo quem mais ordena.
E essa verdade não vai mudar nunca.
e lembrar toda a gente que por aqui passe
que realmente é o povo quem mais ordena.
E essa verdade não vai mudar nunca.
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Música para uma quinta-feira
"Cantique de Jean Racine", de Gabriel Fauré
Fauré escreveu este maravilhoso "Cantique de Jean Racine", sobre um poema do referido poeta. É delicioso. É um apelo à esperança.
Nos tempos que correm sinto muita necessidade de acreditar que algo pode mudar.
Quem vive sem esperança, neste mundo?
Fauré escreveu este maravilhoso "Cantique de Jean Racine", sobre um poema do referido poeta. É delicioso. É um apelo à esperança.
Nos tempos que correm sinto muita necessidade de acreditar que algo pode mudar.
Quem vive sem esperança, neste mundo?
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