Eis como uma canção revolucionária pode inspirar outras músicas.
Aqui fica uma pequena amostra (a primeira parte) de uma obra de Rzewsky, com 36 variações sobre o tema.
Sublime!
Dedicado à Rita Lourenço.
“Quando descobrimos aquilo de que somos feitos e a maneira como somos construídos, descobrimos um processo incessante de construção e destruição e apercebemo-nos de que a vida está à mercê desse processo interminável. Tal como os castelos de areia das praias da nossa infância, a vida pode ser levada pela maré.” António Damásio, O Sentimento de Si (1999)
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 17 de março de 2008
O Povo é quem mais ordena!!! MESMO!!!
Quero lembrar-me, a todo o momento,
e lembrar toda a gente que por aqui passe
que realmente é o povo quem mais ordena.
E essa verdade não vai mudar nunca.
e lembrar toda a gente que por aqui passe
que realmente é o povo quem mais ordena.
E essa verdade não vai mudar nunca.
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terça-feira, 4 de março de 2008
"Eles estão nervosos" ou "Estamos no bom caminho"
Hoje, ao vêr alguma da imprensa escrita, fiquei com a nítida sensação que a marcha do passado sábado em Lisboa, organizada pelo PCP, deixou nervosas algumas pessoas. A presença de cinquenta mil pessoas em protesto na rua pode ter deixado o Governo preocupado. Quando essas cinquenta mil pessoas são comunistas, eu diria que da preocupação passam à histeria. Ao nervosismo. E hoje encontrei vários artigos que espumavam raiva por todo o lado.
Quer isto dizer que estamos no caminho certo? Quanto mais força ganha a nossa luta mais eles esperneiam... Porque no fundo sabem que existimos, apesar de nos ignorarem, e sabem que a nossa acção dá frutos.
Se eles andam nervosos é apenas um bom sinal.
É sinal que, afinal, sempre há luta de classes, e eles bem que tentam abafá-la!
É sinal que o povo já começa a acordar - apesar das muitas injecções de alienação. (Não me espanta que comecem a transmitir cada vez mais novelas, talk-shows e jogos de futebol a toda a hora, que é para os portugueses não terem hipótese de pensar).
É sinal que a luta em torno das verdadeiras causas muda a sociedade.
É sinal que alguém (seremos cinquenta mil, seremos duzentos mil?...) está atento.
E é isso que os assusta.
É por isso que têm medo.
Boa semana... a todos os que não têm medo.
Quer isto dizer que estamos no caminho certo? Quanto mais força ganha a nossa luta mais eles esperneiam... Porque no fundo sabem que existimos, apesar de nos ignorarem, e sabem que a nossa acção dá frutos.
Se eles andam nervosos é apenas um bom sinal.
É sinal que, afinal, sempre há luta de classes, e eles bem que tentam abafá-la!
É sinal que o povo já começa a acordar - apesar das muitas injecções de alienação. (Não me espanta que comecem a transmitir cada vez mais novelas, talk-shows e jogos de futebol a toda a hora, que é para os portugueses não terem hipótese de pensar).
É sinal que a luta em torno das verdadeiras causas muda a sociedade.
É sinal que alguém (seremos cinquenta mil, seremos duzentos mil?...) está atento.
E é isso que os assusta.
É por isso que têm medo.
Boa semana... a todos os que não têm medo.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Computadores, Rotundas, Ruas e afins...
Pois é. Isto de estarmos habituados aos computadores tem muito que se lhe diga. Calhei de ter uma avaria no disco nesta semana que passou e lá foi o bichinho para a reparação. Veio de lá sem passwords, fiquei com trabalho atrasado, e outras coisas do género... E cá estou eu às tantas da manhã a fazer testes para as próximas duas semanas. É que o II período escolar está quase a acabar. (Rima e é verdade!)
Porém, não posso deixar de partilhar convosco uma notícia que vi sobre um BUZINÃO organizado pelo PCP na freguesia de Abraveses, Viseu. Ao que parece, o presidente Ruas permitiu que fosse cortada uma artéria importante da circulação naquela freguesia. Foi cortada por uma estrada larga, de duas faixas, chamada "circular norte". Mas quem concebeu o projecto não contemplou a estrada antiga (a estrada velha de abraveses) com nenhum cruzamento, nem com rotundas, já que nesta cidade pelos vistos, abundam rotundas, mesmo para espaços vazios.
O problema é que a população está indignada, tanto mais porque existe ali uma escola, e os pais dos alunos vêem-se obrigados a fazer cerca de um quilómetro a mais para seguir viagem, todos os dias, até à rotunda mais próxima.
Houve, então, um partido que se colocou ao lado da população nesta luta. O PCP organizou já várias iniciativas, sendo a última um buzinão no passado sábado dia 23, e, segundo as notícias, parece que correu muito bem.
Enfatizo esta notícia para rebater uma ideia que há uns tempos circulava, que Viseu seria a melhor cidade portuguesa para se viver. Havia até um estudo da DECO a acompanhar este raciocínio. Um estudo que me levanta as maiores dúvidas, uma vez que tinha uma amostra muito pouco representativa. Este estudo permitiu a Fernando Ruas, o presidente da autarquia viseense, vangloriar-se várias vezes na comunicação social, dando a entender que em Viseu tudo era perfeito.
Pelos vistos não.
Este pequeno exemplo revela as fragilidades da gestão autárquica viseense. Segundo fontes que não posso revelar, há muitos mais exemplos de arrogância do Fernando Ruas, que por seu turno, já afirmou não ceder a pressões, relativamente à construção de uma rotunda naquele local.
Bem... aquilo que Ruas chama de "pressão", eu chamo de justo protesto das populações. E agora, digam-me vocês, ele não foi eleito para as servir?
Porém, não posso deixar de partilhar convosco uma notícia que vi sobre um BUZINÃO organizado pelo PCP na freguesia de Abraveses, Viseu. Ao que parece, o presidente Ruas permitiu que fosse cortada uma artéria importante da circulação naquela freguesia. Foi cortada por uma estrada larga, de duas faixas, chamada "circular norte". Mas quem concebeu o projecto não contemplou a estrada antiga (a estrada velha de abraveses) com nenhum cruzamento, nem com rotundas, já que nesta cidade pelos vistos, abundam rotundas, mesmo para espaços vazios.
O problema é que a população está indignada, tanto mais porque existe ali uma escola, e os pais dos alunos vêem-se obrigados a fazer cerca de um quilómetro a mais para seguir viagem, todos os dias, até à rotunda mais próxima.
Houve, então, um partido que se colocou ao lado da população nesta luta. O PCP organizou já várias iniciativas, sendo a última um buzinão no passado sábado dia 23, e, segundo as notícias, parece que correu muito bem.
Enfatizo esta notícia para rebater uma ideia que há uns tempos circulava, que Viseu seria a melhor cidade portuguesa para se viver. Havia até um estudo da DECO a acompanhar este raciocínio. Um estudo que me levanta as maiores dúvidas, uma vez que tinha uma amostra muito pouco representativa. Este estudo permitiu a Fernando Ruas, o presidente da autarquia viseense, vangloriar-se várias vezes na comunicação social, dando a entender que em Viseu tudo era perfeito.
Pelos vistos não.
Este pequeno exemplo revela as fragilidades da gestão autárquica viseense. Segundo fontes que não posso revelar, há muitos mais exemplos de arrogância do Fernando Ruas, que por seu turno, já afirmou não ceder a pressões, relativamente à construção de uma rotunda naquele local.
Bem... aquilo que Ruas chama de "pressão", eu chamo de justo protesto das populações. E agora, digam-me vocês, ele não foi eleito para as servir?
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Pátria amada
Mudanças de ministros, mesmas políticas. Muda-se a cara dos actores, o argumento é o mesmo. O mesmo cenário. O mesmo público. As mesmas falas. A mesma produção.
A mesma arrogância e desconsideração pelos portugueses que trabalham a sério. Que não são administradores de coisa nenhuma. Mas que têm de administrar a sua casa com o pouco que recebem daqueles que muito possuem.
E há quem trabalhe muito. Muitas horas.
Levantam-se cedo e deitam-se tarde. Estão com os filhos uns minutos, antes de os pôr a dormir. Não têm dinheiro para quase nada. Vivem como podem.
Enquanto para uns quantos o país está "porreiro (pá!)", e até não há crise, para outros há muitas dificuldades, todos os dias, em todas as áreas. Isto já não é um país. Isto deixou de ser a pátria amada. Porque uma pátria, como refere Miguel Torga,
"(...)é o espaço telúrico e moral, cultural e afectivo, onde cada natural se cumpre humana e civicamente. Só nele a sua respiração é plena, o seu instinto sossega, a sua inteligência fulgura, o seu passado tem sentido e o seu presente tem futuro (In O Dia de 11 de Setembro de 1976)".
Que futuro teremos nós nesta Pátria tão mal governada?
De que Pátria se podem os portugueses orgulhar?
A mesma arrogância e desconsideração pelos portugueses que trabalham a sério. Que não são administradores de coisa nenhuma. Mas que têm de administrar a sua casa com o pouco que recebem daqueles que muito possuem.
E há quem trabalhe muito. Muitas horas.
Levantam-se cedo e deitam-se tarde. Estão com os filhos uns minutos, antes de os pôr a dormir. Não têm dinheiro para quase nada. Vivem como podem.
Enquanto para uns quantos o país está "porreiro (pá!)", e até não há crise, para outros há muitas dificuldades, todos os dias, em todas as áreas. Isto já não é um país. Isto deixou de ser a pátria amada. Porque uma pátria, como refere Miguel Torga,
"(...)é o espaço telúrico e moral, cultural e afectivo, onde cada natural se cumpre humana e civicamente. Só nele a sua respiração é plena, o seu instinto sossega, a sua inteligência fulgura, o seu passado tem sentido e o seu presente tem futuro (In O Dia de 11 de Setembro de 1976)".
Que futuro teremos nós nesta Pátria tão mal governada?
De que Pátria se podem os portugueses orgulhar?
sábado, 26 de janeiro de 2008
O povo unido...

Aqui há tempos, numa conversa com alunos de 16 e 17 anos, vim a perceber que estes olhavam para o período anterior ao 25 de Abril de 1974 com grande desprezo. Intencional ou não, esse desprezo não era senão a manifestação do seu próprio desconhecimento da história. Eu também nasci depois do 25 de Abril (exactamente 9 meses e 1 dia depois), mas sinto um grande respeito pelo nosso passado, principalmente por todos os que lutaram "em tempos de servidão" (como diz a canção de Manuel Alegre). Sinto respeito pelas inúmeras histórias da clandestinidade. Os meus alunos disseram "Ó stôra,... será que aquilo era mesmo assim?", frase acompanhada de um franzir de nariz, um trejeito de cabeça, ou um olhar de desdém... Quanta ignorância.
Como estamos em tempos difíceis, recomendo que olhemos para o passado com atenção. Olhos postos nos que lutaram em tempos ainda mais difíceis, onde a incerteza era grande, e a dor maior. Com a força dos que lutaram renovamos as nossas forças.
Este é o primeiro vídeo recomendado pelo "Mar sem Sal".
Vale a pena vêr os rostos expressivos e o calor de uma multidão. O local é Santiago do Chile, em frente a La Moneda, poucos dias antes do golpe militar de 11 de Setembro de 1973.
Ouçam Quilapayun cantar "El Pueblo Unido Jamas Sera Vencido", e comovam-se.
Era disto que precisávamos em Portugal (outra vez).
www.youtube.com/watch?v=fvlgM70tBGc&feature=related
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