quinta-feira, 16 de julho de 2009

Música para meio da semana...

Adoro a Cathy Berberian. Esta mezzosoprano é capaz de cantar tudo. Muda o carácter das canções com uma técnica vocal impressionante.
As "Folk Songs", do fantástico compositor italiano Luciano Berio são um dos exemplos melhores para levar os mais desconfiados da música contemporânea a aprender a gostar da mesma. Bério tem obras muito mais atonais, muito mais impressionantes, até, e de referência para a história da música. Mas estas "Folk Songs" superam tudo. Por trás das melodias tradicionais encontram-se verdadeiras obras de arte orquestral, tão sofisticadas são as partes da orquestra.
Sou fã das "Folk Songs"... E ainda não ouvi ninguém que as cantasse como a Cathy.


7 comentários:

linhadovouga disse...

Muuuito bonito, soberbamente interpretado.
hhmmm (puxar dos galões...): vi isto ao vivo em Paris, há uns anos, também com o próprio Berio a dirigir. Mas já não era a Cathy, que já tinha morrido, infelizmente, muito tempo antes.
E conheço alguém que vai cantar isto lá para o fim de Outubro!
Mas adivinhem: não é Lisboa (passa-se alguma coisa em Lisboa?...). É na Guarda, onde não há só pastores e ovelhas.

Sérgio Ribeiro disse...

... como foi em Palmela?, as gentes querem saber.
Saudades/ções

Justine disse...

Vou ouvi-la:))

Lúcia disse...

Estou a ouvir. Não conhecia.
vais cantar isto lá pra Outubro?!;)
bjocas

samuel disse...

Poder aprender a "cantiguinhas" em casa, com o marido, perdão o autor, ajudou muito...
Agora a sério, em 73, convivi com um LP onde ela cantava coisas do Bério e do John Cage. Não fiquei cliente da música contemporânea, em geral, mas fui verdadeiramente fulminado pela sua criatividade verdadeiramente luminosa.

Abreijo.

linhadovouga disse...

Entretanto, descobri que, no dia seguinte a ter morrido de um ataque cardíaco súbito, estava previsto que a Cathy cantasse a "Internacional" na RAI, no centenário do nascimento do Karl Marx... só grandes qualidades, esta mulher!

linhadovouga disse...

Perdão, não era do nascimento do Marx, era da morte...
E o ataque cardíaco foi da Cathy, não meu...