quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Pátria amada

Mudanças de ministros, mesmas políticas. Muda-se a cara dos actores, o argumento é o mesmo. O mesmo cenário. O mesmo público. As mesmas falas. A mesma produção.
A mesma arrogância e desconsideração pelos portugueses que trabalham a sério. Que não são administradores de coisa nenhuma. Mas que têm de administrar a sua casa com o pouco que recebem daqueles que muito possuem.
E há quem trabalhe muito. Muitas horas.
Levantam-se cedo e deitam-se tarde. Estão com os filhos uns minutos, antes de os pôr a dormir. Não têm dinheiro para quase nada. Vivem como podem.
Enquanto para uns quantos o país está "porreiro (pá!)", e até não há crise, para outros há muitas dificuldades, todos os dias, em todas as áreas. Isto já não é um país. Isto deixou de ser a pátria amada. Porque uma pátria, como refere Miguel Torga,
"(...)é o espaço telúrico e moral, cultural e afectivo, onde cada natural se cumpre humana e civicamente. Só nele a sua respiração é plena, o seu instinto sossega, a sua inteligência fulgura, o seu passado tem sentido e o seu presente tem futuro (In O Dia de 11 de Setembro de 1976)".
Que futuro teremos nós nesta Pátria tão mal governada?
De que Pátria se podem os portugueses orgulhar?

1 comentário:

Antuã disse...

Levantaremos a moral à arraia-miúda.