sábado, 13 de setembro de 2008

Novo Ano Lectivo

As escolas estão, por estes dias, a iniciar o novo ano lectivo.
Fui a várias do ensino regular, por estes dias, por necessidade de articulação entre estas e as escolas de ensino especializado de música.
Em todas me deparei com o cenário dantesco de professores por colocar, horários feitos à pressão para garantir a abertura do ano escolar, mas que vão dar montes de problemas e para a semana já foram todos alterados, alunos e pais descontentes com transportes, conselhos executivos com dores de cabeça por tudo e mais alguma coisa, alunos com necessidades educativas especiais que não são correctamente encaixados nas turmas, crianças problemáticas sem possibilidade de terem apoio psicológico na escola, falta de recursos humanos e materiais, sub-financiamento em geral, escolas fechadas por autarquias mas com professores colocados, e alunos à espera de ter aulas, directrizes do ME oriundos de gente de gabinete, que são tudo menos realistas, não conhecem a realidade.
Mas depois...
Veio aquela senhora dizer que "está tudo bem neste novo início de ano lectivo"...
Precisará de óculos ou é mesmo estúpida?
A quem pensa que engana?
Não há pachorra para mais mentiras deste Governo.

5 comentários:

Fernando Samuel disse...

Não sejas injusta: se a senhora diz que está tudo bem, é porque está...
Aliás, a pobre limita-se a repetir o chefe que também diz que está tudo bem...
Ou seja: a desvergonha perdeu os limites...

Um beijo.

Antuã disse...

A senhora é uma besta. Quem fez aquilo bem podia ter feito uma bola de futebol. sempre se lhe mandava uns pontapés.

samuel disse...

Hás-de arranjar muitos amigos, com esse feitio!... :)))

Abreijos

pedras contra canhões disse...

as escolas degradam-se a olhos vistos, sem condições materiais nem humanas. os professores estão quase todos à beira de um esgotamento, exceptuando os parasitas que já só pensam em ser directores para mandar naquilo tudo como um bom reitor à moda-antiga; os funcionários das escolas vêem-se no limiar da perda de vários direitos ao serem transferidos para a gestão local autárquica; a qualidade do ensino entrou em queda acentuada; os custos com a escola pública exigidos às famílias é cada vez mais alto e muitos não têm o suficiente para assegurar a compra de todo o material aos seus filhos, algumas escolas não abriram por não terem dinheiro; o ensino especial abrange apenas um terço do número de alunos que deveria, deixando mais de 100 mil estudantes com necessidades educativas especiais de fora dos apoios pedagógicos; a democracia deixou de entrar nos portões do espaço onde a deveríamos aprender; o ensino artístico está no fim da linha. tudo vai bem no país dessa ordinária lurdes rodrigues.

Lúcia disse...

Estúpida - ela é estúpida. Pois se pensa que engana...
Beijinhos