segunda-feira, 12 de maio de 2008

Música para começar a semana

Não há palavras para descrever a obra de Luciano Berio.
Compositor excepcional, este italiano que faleceu há um par de anos atrás, escreveu várias sequências para instrumento solo, entre outras coisas interessantes.
Esta que vão ouvir é a
Sequenza III para voz feminina (porque a voz também é um instrumento, o que é que julgam?...).

A interpretação é de Johanne Saunier, uma senhora polivalente, mais conhecida como coreógrafa, mas que canta profissionalmente (de forma absolutamente brilhante) desde 2000.

Uma obra fantástica, vanguardista, de 1965. Confesso que hoje em dia até já há abordagens mais modernas.
Mas eu gosto de Berio...


5 comentários:

samuel disse...

Belo domínio do "instrumento".
Curiosamente eu, que por falta de "ir aos treinos" (é sempre a causa) nunca entrei na música contemporânea, electrónica, concreta, o diabo a sete... tinha, por volta dos vinte e poucos anos, um vinyl que ouvia em "looping", com música(s) de Luciano Berio e outro doido, de seu nome John Cage, em que brilhava a voz da cantora Cathy Berberian. Como a minha ligação ao "género" musical não frutificou, acho que o que me deixava colado ao disco era mesmo a loucura da voz da cantora.
Já não tenho o disco. Faleceu numa das muitas mudanças...

Sal disse...

"Faleceu numa das muitas mudanças".. :-))(esse teu humor imbatível...)
Se faltaste aos treinos foi porque possivelmente andavas "ocupado" a lutar por um Portugal mais justo, a fugir à Pide, etc, o que não era coisa pouca...

Pois a fabulosa Cathy Berberian... era, precisamente, mulher do Berio, e sua musa inspiradora.
Aliás, o Berio fez um estudo aprofundado das capacidades técnicas e expressivas da voz, e compôs obras fora de série para este instrumento, sendo que muitas foram cantadas pela esposa, de forma absolutamente sublime.

beijinho

Lúcia disse...

Brilhante.

Mide disse...

Há abordagens mais modernas? Não sei. Talvez. Mas o Berio continua fresquíssimo e a soar como novo. E foi dos compositores que mais soube, na arte, compreender a dialéctica de que fala o Brecht.

Anónimo disse...

brilhante instrumento vocal!
quanto à música, não "entro" mesmo lá, embora concordando que tem imensa qualidade.
ainda falando sobre a Ana Carolina, ela é figura cimeira, e muito bem, no panorama da nova música do Brasil. o resto, é mesmo "coisa minha" :)...
beijocasssssss
vovó Maria.