domingo, 13 de julho de 2008

Boca


"A boca,

onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila,

a boca espera
(que pode uma boca
esperar

senão outra boca?)

espera o ardor

do vento
para ser ave,
e cantar."

Mas porque razão volto sempre a Eugénio de Andrade? Porquê?
Talvez porque está sol, está calor lá fora...
Ou porque tudo o que é mau me faz ficar inquieta, e a poesia dele me faz acalmar...
Porque em contraponto à mediocridade urge procurar o belo,
para que o nosso coração não endureça...


8 comentários:

samuel disse...

Ora aqui está um post em dois andamentos... "ambos os dois" bonitos!

Maria disse...

Porque o Eugénio é assim... faz-nos voltar a ele de vez em quando...

Beijinhos

Fernando Samuel disse...

Ou então porque ao Eugénio de Andrade volta-se sempre...

Um beijo amigo.

linhadovouga disse...

Que bem que nos fazes cantar com as nossas bocas, com a tua e com a do Eugénio de Andrade.
Volta sempre a este Eugénio, não peças licença.

poesianopopular disse...

Talvez por razões que-a razão desconhece!
Por mim por ti por nós :é uma óptima razão!
Bjos e abraço

salvoconduto disse...

E porque não haverias de voltar ao que é belo?

Lúcia disse...

Poema doce, belo, desperta os sentidos... e a boa poesia é sempre um bom escape.

eijinhos

Justine disse...

Ao Eugénio volta-se sempre, sempre, e nunca é demais.