domingo, 8 de junho de 2008

Música para o Fim-de-Semana

Quer queiramos, quer não, é praticamente impossível ouvir o Adagietto da 5ª Sinfonia de Mahler sem nos lembrarmos da paixão de Aschenbach por Tadzio, no filme "Morte em Veneza".

Mas mesmo quem não conheça o filme de Visconti, baseado no romance de
Thomas Mann, pode sempre imaginar um grande amor ao ouvir estes sublimes minutos de duração deste 4º andamento.
(Se se tratar de um grande amor em Veneza, melhor ainda...)

Como dizia um professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, relativamente ao Handel, digo eu agora, aplicando a este caso:

"Porque é que esta música é assim?... Porque Mahler sabia o que fazia!"




O maestro Zubin Mehta a dirigir a Israel Philharmonic Orchestra, no Teatro Municipal de Santiago do Chile, em 2001.

8 comentários:

Mide disse...

Embora não seja do mais caracteristicamente Mahler, é magnífico. Sabia, realmente, o que fazia.
E Veneza...

Maria disse...

É difícil ficar indiferente ao filme, mais difícil ainda à música de Mahler.
O maestro Mehta ficará para mim sempre ligado ao concerto dos 3 tenores, há mais de 15 anos, num qualquer evento internacional. Talvez um qualquer mundial ou europeu de futebol...
Obrigada por este excelente momento.

Beijinhos

Maria disse...

Caramba, pensei depois de clicar "publicar" no comentário anterior. Fui pesquisar e o evento a que me refiro do maestro Mehta foi exactamente em 1990, nas Termas de Caracalla, Roma, por ocasião do Campeonato Mundial de Futebol...
Afinal o snr. goggole ainda nos aviva a memória...

beijinhos outra vez

Justine disse...

De entre todos, o meu filme preferido. O Adagietto é parte integrante do filme! Um encantamento!
Obrigada por trazê-lo aqui:))

Fernando Samuel disse...

Belíssimo!
É isso: sabia o que fazia; e, antes, já tinha feito a 2ª, e, e...

Mahler, Thomas Mann e Visconti: só podia dar «aquilo»...

Obrigado.
Um beijo amigo

samuel disse...

É muito bom saber-se o que se faz. Magnífico!

Desculpa, mas não resisto...
Nós também já conseguimos juntar um grande livro e grande música num grande filme: "A mahler de cartão". Maravilhosa Linda de Suza!
Ou vais dizer que não apreciaste? :)))

Abreijos

Anónimo disse...

o casamento perfeito!- filme e música.
beijocassssss
vovó Maria

Sérgio Ribeiro disse...

Tudo. Mas talvez a música! Sem esta música, ou com outra... seria "outro" filme! Ainda que do Visconti, na sua leitura do Mann, em Veneza,com o Dick Bogard, com a Silvana, com o como-é-que-se-chama-o-(então)-efebo (tenho de ir ao Go-não-sei-quê, não é Maria?), não seria O FILME. Terá sido o que lhe mudou a qualidade, colocando-o lá no píncaro das nossas recordações. (Isto cheira-me a proselitismo do materialismo dialéctico... mas deixá-lo.)
Muito obrigado, Sal.