segunda-feira, 28 de abril de 2008

Música para uma Segunda-feira

"Era um Redondo Vocábulo", pela Cristina Branco, numa versão intimista, como merece este tema de Zeca Afonso. Muito boa opção estética, bom gosto nos arranjos instrumentais, contidos, nada exuberantes, que a canção assim o exige, e uma qualidade vocal muito acima da média.
Gosto muito.

10 comentários:

Mide disse...

Gosto!

Maria disse...

Também gosto!
Felizmente há gente nova a cantar os cantores de intervenção, para que não se apague a nossa memória colectiva...

Beijos

samuel disse...

Cantores novos a cantar a nossa música de intervenção? Claro que sim!... É o que eu faço!... :)))

Agora a sério... entre a arrogância e falta de rigor de uma Jacinta e o amor absoluto da Luanda Cozetti dos Couple Coffee, houve várias versões de homenagens à música do Zeca. Esta da Cristina Branco, foi das mais simples e sinceras...
Ficou-me uma frase com que ela definiu o objectivo do seu trabalho, fugindo ao discurso estafado do "psicologês" das "viagens ao interior", do "imaginário colectivo" e do "outro", sempre "o outro", sempre hermético e pseudo-intelectual, com que tantos criadores nos bombardeiam, seja para falar de música, dança contemporânea, artes plásticas ou instalações não se sabe do quê:
"Não quero trazer nada de novo, quero apenas ajudar a recordar a música do Zeca."
Gostei.

Abreijo.

Sal disse...

Samuel:
É verdade que há demasiadas explicações para coisas simples: a música do zeca merece ser recordada, "re-cantada e re-tocada", repetida, reinventada.
Merece. Ponto. Dizes bem, relativamente a interpretações actuais, há nas interpretações da Jacinta um "je ne sais quoi" de arrogância, malabarismos rebuscados, por vezes desenquadrados, que colocam o ouvinte num papel de meros espectadores, sem comungar do acto artístico, que, por contraste, é precisamente o que acontece aquando de uma interpretação dos Couple Coffee, ou desta menina, Cristina Branco.
Mas a arte... ai, a arte... Dá pano para mangas...

Beijinhos

Fernando Samuel disse...

E eu também gosto. Obrigado.

Mide disse...

Parabéns pela nova luminosidade do teu blog. Fica-te bem

samuel disse...

Esta mudança de visual é translumbrante!
Quase sempre, depois de ler aqui um texto um pouco mais extenso, ficava a ver tudo em negativo na vida real...

Abreijo

Mide disse...

O problema das interpretações do Zeca pela Jacinta é que nem são leituras directas, depuradas, sinceras (como diz o Samuel) e tecnicamente impecáveis, como esta da Cristina Branco, nem são propriamente belos momentos de improvisação e criatividade jazzística (volta Ella, estás perdoada!). Se o fossem, teriam algum (eventualmente muito) interesse. Mas não, ficam ali no meio-gás, qual Diana Krall, mas nem isso.
E eu sei que a Jacinta tem potencial e conhecimentos técnicos que lhe permitem muito mais e melhor. Mas talvez os esteja a afogar nalguma arrogância, sim, e no fascínio do estrelato.

o castendo disse...

Já está on line: http://ocastendo.blogs.sapo.pt/251301.html
Depois diz-me se gostaste.
Mudaste de cor? Gosto mais assim...

GR disse...

Muito bonito!
É necessário a continuação das canções, nas vozes da Juventude.

GR